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. Nicholas Ray .

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terça-feira, 13 de maio de 2008



O ator compositor


O ator compositor é segundo Roubine, o melhor caminho para que o autor encontre o personagem. Início de caminhos que faz com que o ator venha se tornar o personagem de uma forma mais segura e criativa, e ajudando a não cair em escolhas simplistas de fazer do personagem o que se é.

Fugir da experiência de sempre procurar no seu próprio self as emoções que darão vida ao personagem. Confundir-se com o outro pode e geralmente é exaustivo podendo trazer complicações emocionais permanentes.

O ator pode chegar a uma condição de não saber distinguir entre onde começa e onde termina o seu trabalho e assim conflituosamente confundir ficções e realidade podendo marcar sua existência com esse peso.

Assim, através de um trabalho de composição, principalmente através do uso do corpo e sua linguagem corporal, o ator tem meios mais completos e seguros de fazer o seu trabalho. Não fica somente sensorial, assim como também não fica somente intuitivo. Levam sim em consideração a mente, o coração e o corpo. O domínio do personagem a partindo de fora para dentro. Nota que a experiência emocional esta ligada a açoes e posturas corporais, levando em consideração essa prática é possível chegar aonde se deseja. Despertar o desejo do personagem sem precisar forçar e exaurir os sentimentos pessoais e assim possivelmente extingui-las devido à recorrência.

Lembrando também do fato que no dia a dia nos sentimos diferentes, e que um momento de atuação do seu personagem pode não ser o seu.

O corpo e o corpo ligado à exterioridade é a forma que nos conduz a interioridade de maneira mais segura, sutil e sensível.

Os movimentos despertam emoções. Esse é o fato que devemos prestar mais atenção. Mia fundamental no trabalho de um ator. Através de uma composição de movimentos, postura e malha física chaga-se a interioridade, sem forçar o sentir e sim mover-se de encontro com as emoções. Corpo e alma tornando assim o trabalho do ator mais verdadeiro, mais sensível, criativo e diegético.

postado por CALVO? às 10:17 | comente aqui 0





A voz do narrador


Diferentes formas de uso da voz do narrador, ou de um narrador são encontradas no cinema. A Voz pode nos remeter a um corpo e refere-se a uma situação ou alguém e a partir disso diferentes combinações nos darão diferentes idéias. A voz pode ser usada apenas como uma forma dramática de contar uma história ou explicar situações. Falar de si mesmo ou de outras pessoas.

A voz do narrador pode ser uma forma do autor se colocar no filme, mas pode ser também uma forma de autor se ausentar colocando no personagem a responsabilidade de seu ponto de vista.

A voz pode contar sobre o passado ou sobre o futuro. Contar algo que a imagem deixa escapar ou não nos mostra. Pode também ser usada como uma voz divina, onisciente que tudo conhece e julga, ou uma voz cientifica que disputa o lugar com deus e que tudo observa, descreve, diagnostica e relata.

A voz pode ser para seu próprio conhecimento ou conhecer a um outro. Pode ser para dar voz a outros personagens ou para criar uma diegése com o público. No colocar dentro ou fora de uma situação; Pode ser uma voz viva, presente que vivencia e pensa sua condições ou uma reflexão ou organização apenas de fatos já ocorridos. Pode somar com as informações das imagens ou contradizê-las.

Um filme brasileiro recente utiliza-se da voz do narrador para organizar a contar fatos passados pelos personagens, criando opiniões e pontos de vista sobre sua cidade e suas ações, justificando suas escolhas. Seu descompasso não é muito refletido, mas é justificado. Condena e castiga aquelas vozes que não tem vez nem lugar em sua ordem. Não procura muito conhecer a si mesmo. Como que precisasse organizá-las e justificá-las de uma forma cientÍfica e mais ainda, como um discurso oficial. E ao mesmo tempo em que nos conta e explica nos tira um pouco o papel de reflexão. Utiliza da diegese, não nos colocando fora, como observadores e sim como testemunhas.

postado por CALVO? às 09:48 | comente aqui 0



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